sábado, 23 de abril de 2011

As "coincidências” ocultas em The Big Bang Theory

friendsvsthebigbang

Resolvi rever os DVD’s das 02 primeiras temporadas de “The Big Bang Theory”, logo após ter assistido novamente todas as 10 temporadas de “Friends”. Isto tem me possibilitado estabelecer uma série de “concidências” entre as duas produções.

The Big Bang Theory” é uma sitcom: um gênero de comédia televisiva, criado nos USA, onde os episódios são gravados “ao vivo”, ou seja, em estúdios mas com a presença de uma “claque”, que interage com os atores durante a gravação, dando o “tempero” e servindo de parâmetro à equipe sobre a possível aceitação do público que verá o produto finalizado na TV.

Estreiou em 2007 na CBS e caiu nas graças do público estanunidense. A história de 2 amigos “nerds” que são “colegas de apartamento”, da vizinha “loira-burra” que se muda para o apartamento da frente, e dos demais amigos… parece familiar?

Sim. Guardadas as devidas proporções, o enredo de TBBT é praticamente o mesmo de “Friends”, que se manteve no ar durante uma década, sempre com elevados índices de audiência. Talvez explique o fato de The Big Bang Theory (TBBT) ter sido tão bem recepcionada pelo público “carente” de uma “comédia de situações” entre “amigos”.

Particularmente, acho que o início de TBBT é extremamente fraco – a impressão é que começaram a “acertar a mão” à partir da metade da primeira temporada. Mas a série tem seus méritos: trouxe para o horário nobre, conceitos e teorias complexas, numa linguagem cômica e inesperada (este seja o único componenente “original” da série).

No mais, tudo que eu assisto em TBBT parece ser uma “marmita requentada”: o fato dos episódios se passararem, quase em sua totalidade, entre “dois apartamentos” separados por um hall.

Também, a love story entre o “nerd” (Leonard) e a “gostosa burra” (Penny), remete-nos imediatamente ao romance entre Ross Geller e Rachel Green (de Friends). Entre idas-e-vindas, espera-se que ambas as personagens terminem juntas (o tempo dirá).

As demais personagens, reúnem aqui e acolá, características pertencentes aos demais integrantes do Sexteto de Friends, redistribuídos entre os outros três “nerds”:

-- Sheldon: tem o hábito de “explicar tudo, sobre tudo” (característica de Ross), a ponto de seus amigos lamentarem quando alguém, acidentamente, pergunta “why?”; nele também está o transtorno-obessessivo-compulsivo por organização e limpeza (igual à Mônica), que usa-e-abusa de trejeitos e expressões faciais (aqui, Chendler Bing!)

-- Howard: é o “garanhão” tarado por mulheres (tipo Joey), porém, com resultado “às avessas”. É um judeu não-ortodoxo (como os irmãos Geller, Ross e Monica), inferiorizado ante aos demais por não ser PhD (aqui, alguma coisa de Phoeby), incapaz de guardar rancor dos demais.

-- Rajessh: o indiano com forte sotaque (novamente, referência à Joey, com seu “inglês-italiano”), que possui aversão patológica à mulheres (aqui, trata-se de um “paradoxo” ao Joey, que tinha compulsão patológica pelo sexo oposto) a ponto de emudecer, quando confrontado com alguma personagem feminina.

-- Leonard: é o “amigão”, o “elo” de ligação entre os mundos “geek” e “descolado” (de Penny). Por isso mesmo, nutre por ela uma paixão platônica, semi correspondida, e extremamente inconstante (igual à de Ross e Rachel). É o protagonista romântico da série.

-- Penny: é a “gostosa” da série. Inicialmente, a única mulher da turma (à partir da 2ª temporada, outras mulheres começaram a interagir com os garotos, desacentuando-lhe essa exclusivade de ter a onipresença feminina na série). A personagem é um clichê batido de “loira burra” e “derrotada” (looser), tanto no aspecto profissional (atriz frustrada), quanto na vida amorosa, que acaba trabalhando “como garçonete”… impossível não ver tantas referências à Rachel Green.

-- Leslie: personagem secundária, mas com aparições recorrentes, lembra muito Janice de Friends (do bordão “Oh, my, God”).

O humor de The Big Bang é tão refinado, que às vezes, uma pessoa “normal” fica boiando nas tiradas – dando a impressão de que a “piada é sem graça”, um pecado mortal para qualquer sitcom.

Mas, por outro lado, TBBT foi a série que mais conseguiu “incorporar” todas as novidades tecnológicas que se incorporaram ao cotidiano dos meros mortais: em 2007, já falava em Second Life, YouTube, Facebook, Twitter, I-pod, I-phone, Blogs, entre outras coisas.

Meu diagnóstico para o sucesso da série é justamente esse: ao buscar tantas referências em personagens de Friends, atualizando-os com situações atuais (convergência da “real life” com a “vida digital”), é o maior mérito da série.

No mais, creio que o apelo “científico” inicial da série (referência à teorias físicas), foi renegada ao segundo plano (pois, de fato, não funcionou). Os autores acertaram a mão, quando investiram nas divertidas situações inusitadas causadas pelo “choque entre mundos”, envolvendo novas tecnologias (redes sociais) e por uma intrincada rede de relacionamentos amorosos.

Porém, tenho minhas dúvidas sobre a longevidade desta série. A menos que os autores consigam “absorver” as constantes inovações tecnóligicas, introduzindo-as no “cotidiano das personagens”… e que consigam debelar eventuais “choque de egos” entre os atores.

O sucesso de Friends – dizem – foi o fato de haver um casamento perfeito entre um bom roteiro, ótimos atores… e quase-nenhuma guerra de egos nos bastidores!

Será que The Big Bang Theory também conseguirá o mesmo feito? Tenho lá minhas dúvidas…

6 comentários:

Cara TBBT é muito mais que isso, e descordo de você, acredito que tem dado certo por ser um humor inteligente...

Como você poder ver eu não consigo rir das piadas eu escrevo descordo kkkkkkkkkk

na boa, você viajou muito. Se é pra ficar tentando achar pontos em comum entre um ou outro sitcon atraves de comparações completamente aleatórias e vagas, então que o faça mais a fundo. Porque nesse contexto friends tem varios pontos de varios outros sitcons que o antecederam. Quem quer encontrar, encontra.

sinceramente algumas coisas são parecidas mas outras coisas são totalmente diferentes

Cara, sou fissurado em Friends, tenho todas as temporadas e assisto ao menos 5 episódios por semana. Conhecia TBBT mas nunca tinha assistido. Quando comecei, assisti 3 temporadas sem parar. Agora estou indo com calma.
Concordo com praticamente tudo, exceto quanto à longevidade de TBBT. Já estamos na quinta temporada e parece que vai bem. O chato é esterótipo que os atores estão criando pra si.
Gostei do texto e adotei a imagem pra minha proteção de tela.
Fãs de Friends e/ou de TBBT que queiram discutir sobre, me escrevam: erickteod@yahoo.com.br

Parei de ler em "é uma sitcom: um gênero de comédia televisiva, criado nos USA". parabens professor, belas palavras o unico erro é que as Sitcom foram criadas no reino unido, bem antes da TV...

então vai se informar e para de querer comparar bana com laranja, ok.

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