TIROS EM REALENGO: o massacre de 07/04/2011

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As ações de Marketing do Banco do Brasil

Minhas impressões pessoais sobre as recentes ações de Maketing do BB na mídia.

Chora, me liga: foi a mais executada em 2010

Música lançada por "João Bosco e Vinicius" e regravada por Aviões do Forró, Pique Novo e Djavú.

COISA DE DEUS?

Dono de "Brasileirinhas" encerra as atividades da produtora de filmes eróticos, atendendo à pedido de familiares.

A GORFADA DE TUBAÍNA

O desabafo de um sul-mato-grossense sobre a lamentável constatação: seu estado só ganha as manchetes por fatos negativos...

sábado, 23 de abril de 2011

As "coincidências” ocultas em The Big Bang Theory

friendsvsthebigbang

Resolvi rever os DVD’s das 02 primeiras temporadas de “The Big Bang Theory”, logo após ter assistido novamente todas as 10 temporadas de “Friends”. Isto tem me possibilitado estabelecer uma série de “concidências” entre as duas produções.

The Big Bang Theory” é uma sitcom: um gênero de comédia televisiva, criado nos USA, onde os episódios são gravados “ao vivo”, ou seja, em estúdios mas com a presença de uma “claque”, que interage com os atores durante a gravação, dando o “tempero” e servindo de parâmetro à equipe sobre a possível aceitação do público que verá o produto finalizado na TV.

Estreiou em 2007 na CBS e caiu nas graças do público estanunidense. A história de 2 amigos “nerds” que são “colegas de apartamento”, da vizinha “loira-burra” que se muda para o apartamento da frente, e dos demais amigos… parece familiar?

Sim. Guardadas as devidas proporções, o enredo de TBBT é praticamente o mesmo de “Friends”, que se manteve no ar durante uma década, sempre com elevados índices de audiência. Talvez explique o fato de The Big Bang Theory (TBBT) ter sido tão bem recepcionada pelo público “carente” de uma “comédia de situações” entre “amigos”.

Particularmente, acho que o início de TBBT é extremamente fraco – a impressão é que começaram a “acertar a mão” à partir da metade da primeira temporada. Mas a série tem seus méritos: trouxe para o horário nobre, conceitos e teorias complexas, numa linguagem cômica e inesperada (este seja o único componenente “original” da série).

No mais, tudo que eu assisto em TBBT parece ser uma “marmita requentada”: o fato dos episódios se passararem, quase em sua totalidade, entre “dois apartamentos” separados por um hall.

Também, a love story entre o “nerd” (Leonard) e a “gostosa burra” (Penny), remete-nos imediatamente ao romance entre Ross Geller e Rachel Green (de Friends). Entre idas-e-vindas, espera-se que ambas as personagens terminem juntas (o tempo dirá).

As demais personagens, reúnem aqui e acolá, características pertencentes aos demais integrantes do Sexteto de Friends, redistribuídos entre os outros três “nerds”:

-- Sheldon: tem o hábito de “explicar tudo, sobre tudo” (característica de Ross), a ponto de seus amigos lamentarem quando alguém, acidentamente, pergunta “why?”; nele também está o transtorno-obessessivo-compulsivo por organização e limpeza (igual à Mônica), que usa-e-abusa de trejeitos e expressões faciais (aqui, Chendler Bing!)

-- Howard: é o “garanhão” tarado por mulheres (tipo Joey), porém, com resultado “às avessas”. É um judeu não-ortodoxo (como os irmãos Geller, Ross e Monica), inferiorizado ante aos demais por não ser PhD (aqui, alguma coisa de Phoeby), incapaz de guardar rancor dos demais.

-- Rajessh: o indiano com forte sotaque (novamente, referência à Joey, com seu “inglês-italiano”), que possui aversão patológica à mulheres (aqui, trata-se de um “paradoxo” ao Joey, que tinha compulsão patológica pelo sexo oposto) a ponto de emudecer, quando confrontado com alguma personagem feminina.

-- Leonard: é o “amigão”, o “elo” de ligação entre os mundos “geek” e “descolado” (de Penny). Por isso mesmo, nutre por ela uma paixão platônica, semi correspondida, e extremamente inconstante (igual à de Ross e Rachel). É o protagonista romântico da série.

-- Penny: é a “gostosa” da série. Inicialmente, a única mulher da turma (à partir da 2ª temporada, outras mulheres começaram a interagir com os garotos, desacentuando-lhe essa exclusivade de ter a onipresença feminina na série). A personagem é um clichê batido de “loira burra” e “derrotada” (looser), tanto no aspecto profissional (atriz frustrada), quanto na vida amorosa, que acaba trabalhando “como garçonete”… impossível não ver tantas referências à Rachel Green.

-- Leslie: personagem secundária, mas com aparições recorrentes, lembra muito Janice de Friends (do bordão “Oh, my, God”).

O humor de The Big Bang é tão refinado, que às vezes, uma pessoa “normal” fica boiando nas tiradas – dando a impressão de que a “piada é sem graça”, um pecado mortal para qualquer sitcom.

Mas, por outro lado, TBBT foi a série que mais conseguiu “incorporar” todas as novidades tecnológicas que se incorporaram ao cotidiano dos meros mortais: em 2007, já falava em Second Life, YouTube, Facebook, Twitter, I-pod, I-phone, Blogs, entre outras coisas.

Meu diagnóstico para o sucesso da série é justamente esse: ao buscar tantas referências em personagens de Friends, atualizando-os com situações atuais (convergência da “real life” com a “vida digital”), é o maior mérito da série.

No mais, creio que o apelo “científico” inicial da série (referência à teorias físicas), foi renegada ao segundo plano (pois, de fato, não funcionou). Os autores acertaram a mão, quando investiram nas divertidas situações inusitadas causadas pelo “choque entre mundos”, envolvendo novas tecnologias (redes sociais) e por uma intrincada rede de relacionamentos amorosos.

Porém, tenho minhas dúvidas sobre a longevidade desta série. A menos que os autores consigam “absorver” as constantes inovações tecnóligicas, introduzindo-as no “cotidiano das personagens”… e que consigam debelar eventuais “choque de egos” entre os atores.

O sucesso de Friends – dizem – foi o fato de haver um casamento perfeito entre um bom roteiro, ótimos atores… e quase-nenhuma guerra de egos nos bastidores!

Será que The Big Bang Theory também conseguirá o mesmo feito? Tenho lá minhas dúvidas…

Sexta-feira da Paixão e minha via-crucis…

Comer. Um hamburguer. Era tudo que eu queria fazer na última sexta-feira. Sete dias sem consumir carne vermelha. Meu corpo suplicava por proteína animal!

Dez horas. Da noite. Pego as chaves, ligo o carro e saio pela cidade. Meu itinerário: as hambuerguerias de Campo Grande (MS).

Via twitter (@o_burgao), recebi a informação de que essa opção estava descartada, pois eles não abririam na sexta-feira santa. Restavam-me as demais alternativas.

Recalculei a minha rota no meu “GPS mental”: Áquila Fast Fodd (@aquilafastfood), Canil Lanches, JA Hamburgueria, Gordinho’s, Gold Lanches (@goldlanches). Em vão: todos fechados, em plena sexta-feira!

Alguns poderão me recriminar: “—Mas era feriado, Mazinho! Era sexta-feira Santa!!!”. E eu, poderia devolver com outra pergunta: “—E o Kiko? Kikotenhoavercomisso?”

Como ex-católico, respeito a fé e defendo o direito do catolicismo de ter datas sagradas como a Sexta Feira da Paixão, serem mantidas como feriado religioso.

Mas meu “id” agnóstico, por outro lado, pergunta: “ – E quem não tá afim de se abster de carne, por motivos pessoais, fisiológicos ou puramente… por puro capricho?”. Como ficam?

Aí é que está o problema: não ficam!

É inaceitável pois, numa cidade do porte de Campo Grande (MS), capital de um Estado, praticamente todos os estabelecimentos alimentícios fechem suas portas em uma sexta-feira, apenas pelo fator “religioso”.

Por mais “catolicíssimo” que seja o proprietário, ele dever-se-ia lembrar que entre seus clientes, há “não-católicos” que pouco ligam para as tradições religiosas… e que a sexta-feira-santa, é uma sexta-feira diferente das demais, pelo simples fato de ser “um feriado”.

Mas eu vou além… este ano, o feriado de Tiradentes (21 de abril), caiu numa quinta-feira antecedente à Paixão de Cristo (22 de abril, sexta feira). Resultado: o êxodo em massa da população campograndense rumando para outros destinos (interior, litoral, etc).

Qual o impacto de um feriado prolongado como esse nas indústrias de alimentação, bares e afins? Será que a ABRASEL/MS teria a resposta?

Fato é: me senti absolutamente ABANDONADO. Senti na pele – por um dia, apenas – como é ser “marginalizado” pelo simples fato de ser “minoria”. Me pus a pensar, por exemplo, na questão dos Portadores de Deficiências e Necessidades Especiais…

Quantos locais eles são “impedidos” de frequentar, por não serem adaptados às suas necessidades?

Ou ainda, por mais que os FUMÍGENOS sejam abjetos para mim – compreendi a relutância deles em aceitar a Lei Anti-Fumo em locais públicos. Se bem que, no caso deles, não se compara aos PNDE’s, pois, por mais que o tabagismo seja uma doença… ela se inicia, quase sempre, por VONTADE do fumante, e só se torna vício, depois do uso habitual.

Fato: minha necessidade (ou “gula”, “fome”, “larica”… como desejar chamá-la) em comer CARNE só foi satisfeita no Pit Lanches.

Em rápido diálogo com o proprietário – enquanto pagava a conta, no caixa – ele me informou que há 12 anos abre, toda sexta-feira, não importando se é feriado ou não.

Taí uma coisa que anda em voga: respeito ao público fiel. Creio que os proprietários de estabelecimentos e a própria ABRASEL devam repensar essa prática.

Por “menos movimento” que se tenha, manter o estabelecimento aberto, inclusive em feriados prolongados ou religiosos, é DEMONSTRAR RESPEITO ao consumidor.

Afinal, nem só de cristãos sobrevive a Economia. Jesus Cristo, quando questionado se o povo deveria pagar os tributos aos romanos, decretou: “Dai a Cesar, o que é de Cesar; e a Deus, o que é Deus”.

Se você é cristão – católico ou protestante – e deseja abster-se do consumo de carne durante o Tríduo Santo (Paixão & Morte, Ressurreição e Páscoa), ótimo: faça-o (just it!).

Mas, não tente impor seus hábitos, tradições ou costumes aos “gentios” impuros e não-seguidores de seus costumes. Senão, estarão agindo e-x-a-t-a-m-e-n-t-e como os Fariseus, em relação ao Cristo!

Lembrai-vos: quando fizerdes algo de bom, não toqueis trombetas diante de si, para que os demais vejam; o Pai, no oculto e secreto, verás teu sacrifício!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Uma licença poética…

JesusSoftware

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Roberto Carlos versão 7.0

Roberto Carlos Braga -- ou simplesmente, RC -- completou 70 anos de vida nesta semana. Fato que merecia (e ainda merece) todas as comemorações e tributos, mas que porém, foi esmaecida pela morte precoce, súbita e inesperada de sua filha "adotiva" de coração, vitimada por um infarto fuminante.

TV's, jornais, revistas, portais e blogs fizeram suas homenagens ao "Rei". Gostaria também de fazer a minha... mas peço licença para ser inovador.

A despeito da minha idade -- não vivi a Jovem Guarda -- mas cresci ouvindo Roberto Carlos e todos os artistas dessa geração do iê-iê-iê. Prova inequívoca de que suas músicas possuem aquela rara capacidade de se perpetuar, através de diferentes gerações, de avôs para netos, de pai para filhos.

Contudo, muitas letras da "jovem guarda" hoje soam "obsoletas". Por isso, apresento sugestões ao Rei Roberto -- e seu fiel companheiro de composição Erasmo Carlos -- para efetuar um UPGRADE nas letras de alguns clássicos. Vejamos como ficaria:

Caso 1: 120, 150, 200 KM POR HORA:
As coisas estão passando mais depressa, o ponteiro marca 120
O tempo diminui, as árvores passam como vultos,
A vida passa, o tempo passa...  Estou a 130!
As imagens se confundem, estou fugindo de mim mesmo
Fugindo do passado, do meu mundo assombrado
De tristeza, de incerteza...  Estou a 140, fugindo de você 
Eu vou voando pela vida sem querer chegar
Nada vai mudar meu rumo nem me fazer voltar
Vivo, fugindo, sem destino algum
Sigo caminhos que me levam a lugar nenhum
Bom. Pelo artigo 61 do CTB, nos lugares sem indicação, a velocidade máxima para automóveis é 110 km/h em rodovias. Salvo engano, a maior velocidade máxima permitida em rodovias brasileiras, são nas "Highways" Paulistas, de no máximo 140 km/h em determinados trechos.

Portanto, o simples título da música poderia fazer nosso Rei, aos olhos de algum promotor mais "polêmico", ser alvo de um processo por apologia ao crime de trânsito.

Mas e a letra, como ficaria?

As coisas estão passando mais depressa, o ponteiro marca 120
O tempo diminui, as árvores passam como vultos,
A vida passa, o tempo passa... Estou a 130???

O GPS me avisa: tem RADAR ali em frente,
tiro o pé do acelerador... estou a 90, fugindo de você.

Eu vou parando pela vida, em algum lugar,
Chove, e a marginal voltou a alagar...
Agora, que tô na rodovia, posso enfim acelerar??
Não, porque tem blitz da PRF, que pode me multar!

Versão 7.0: sugiro o novo titulo: "110 KM POR HORA, FUGINDO DE VOCÊ".

Caso 2: Eu quero ter um milhão de amigos.

Essa é simples: sai "amigos", entra "followers". E ficaria mais-ou-menos assim:

"Quero ter um milhão de FOLLOWERS,
pra bem mais gente poder TWITTAR.
Queria ter um milhão de FOLLOWERs,
pra nos TRENDING TOPICS poder chegar"

Caso 3: É PROIBIDO FUMAR

"É proibido fumar, diz um aviso que eu li;
É proibido fumar, POIS O SERRA PODE MULTAR,
o dono do barzinho, do estabelecimento,
se não coibir o uso, de qualquer fumígemento...

A prefeitura pode multar,
Kassab pode cassar o Alvará"

Lógico que as letras das músicas de RC dariam farto material para escrever "paródias", adaptando-as à nova realidade do Brasil... talvez, eu faça um livro sobre isso. TALVEZ, porque, gostaria de saber se Roberto aceitaria essa ideia...

;-)

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Devagar com o andor…

… que o santo é de barro! Eis um ditado que precisa ser colocado em prático na atualidade, diante da “velocidade” com que a informação transita pelas mídias sociais.

radar Às vezes, no afã de se querer “chegar primeiro”, ao invés de se informar, se “DESINFORMA” as pessoas. Não sei se foi o caso da reportagem que vi na RecordNews que afirmou: usar GPS com “anti-radar” é infração de trânsito.

Discordo veementemente da interpretação da Lei que a repórter, bem como seus entrevistados, fizeram do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Afinal, o que diz o CTB sobre “anti-radar”?

Art. 230. Conduzir o veículo:

I - com o lacre, a inscrição do chassi, o selo, a placa ou qualquer outro elemento de identificação do veículo violado ou falsificado;

II - transportando passageiros em compartimento de carga, salvo por motivo de força maior, com permissão da autoridade competente e na forma estabelecida pelo CONTRAN;

III - com dispositivo anti-radar;

Mas antes de entrarmos no debate sobre “o que é” e o “que não é” dispositivo “anti-radar”, cumpre salientar a existência da Resolução Contran nº 214, que disciplina sobre Uso, Instalação,  Manutenção… e o principal… SINALIZAÇÃO dos sistemas de RADARES móveis e fixos.

E segundo essa resolução do Contran:

Art. 2º Acrescer o artigo 5º A à Resolução CONTRAN nº 146 de 27 de agosto de 2003 com a seguinte redação:

“Art. 5º A. É obrigatória a utilização, ao longo da via em que está instalado o aparelho, equipamento ou qualquer outro meio tecnológico medidor de velocidade, de sinalização vertical, informando a existência de fiscalização, bem como a associação dessa informação à placa de regulamentação de velocidade máxima permitida, observando o cumprimento das distâncias estabelecidas na tabela do Anexo III desta Resolução.

§ 1° São exemplos de sinalização vertical para atendimento do caput deste artigo, as placas constantes no Anexo IV.

Portanto, temos duas normas aparentemente antagônicas: por um lado, conforme o Contran, deve haver SINALIZAÇÃO SUFICIENTE para indicar ao condutor a existência de dispositivos de fiscalização; por outro lado, todos sabemos que muitas prefeituras SIMPLESMENTE IGNORAM essa resolução (cidades como São Paulo, p. ex.), fazendo dos PARDAIS verdadeiros “pesca-motoristas-incautos”… ou seja, a velha e conhecida INDÚSTRIA DA MULTA.

Portanto, aos que desconhecem as ciências jurídicas, correm o sério risco de fazerem “interpretações literais” e completamente EQUIVOCADAS do texto legal.

No Direito, as leis devem ser interpretadas de forma sistêmica e harmônica; dois dispositivos legais, que “aparantemente se chocam”, quando submetidos às normas da hermenêutica jurídica, são relativizados, para poderem se complementar.

É o caso em tela: o CTB é uma Lei Federal; portanto, na hierarquia das normas (artigo 59 da CF) está ACIMA dos Decretos e Resoluções.  Porém, o próprio CTB é CLARO no tocante à competência do CONTRAN para elaborar RESOLUÇÕES COMPLEMENTARES ao Código:

Art. 12. Compete ao CONTRAN:

I - estabelecer as normas regulamentares referidas neste Código e as diretrizes da Política Nacional de Trânsito;

II - coordenar os órgãos do Sistema Nacional de Trânsito, objetivando a integração de suas atividades;

VII - zelar pela uniformidade e cumprimento das normas contidas neste Código e nas resoluções complementares;

Sendo assim, nós temos que se há uma Resolução 214 que regulamenta a obrigação-dever do Poder Público na sinalização SUFICIENTE de radares, temos também, que o CONTRAN também pode:

Art. 161. Constitui infração de trânsito a inobservância de qualquer preceito deste Código, da legislação complementar ou das resoluções do CONTRAN, sendo o infrator sujeito às penalidades e medidas administrativas indicadas em cada artigo, além das punições previstas no Capítulo XIX.

Parágrafo único. As infrações cometidas em relação às resoluções do CONTRAN terão suas penalidades e medidas administrativas definidas nas próprias resoluções.

PORTANTO: notem que, apesar do CTB usar a expressão “anti-radar” no texto, em momento algum há uma DEFINIÇÃO TÉCNICA do que seria tal dispositivo! Até hoje, nenhuma Resolução ou Portaria foi publicada nesse sentido…

Trata-se  de hipótese de norma de eficácia retida, que necessita de um complemento legislativo para lhe dar “ampla eficácia”. Enquanto isso não ocorrer, a Constituição Federal é enfática: “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”  (art. 5º, inciso II).

Ou seja: data maxima venia, a reportagem está EQUIVOCADA quando afirmou “ser infração de trânsito” o uso de GPS que possua serviço de AVISO DE RADAR – que em momento algum, salvo melhor juízo, pode ser interpretado como expressão sinônima à “anti-radar”.

Prefiro acreditar que o uso de GPS com alertas de velocidades tem uma finalidade EDUCATIVA; e em muitos casos, PROTETIVA ao condutor diante da ABSOLUTA INEFICIÊNCIA E NEGLIGÊNCIA do Poder Público, na correta sinalização de radares e “pardais”… que o digam motoristas de São Paulo!

Dá tempo pra corrigir essa informação aí…

Enquanto isso, em Campo Grande (MS)…

Justiça seja feita: graças à atuação forte do Ministério Público Estadual, em Campo Grande, os radares “caça-níqueis” foram banidos há mais de 10 anos atrás; e só estão sendo retomados, mediante o clamor da população assustada com o crescimento absurdo da violência no trânsito.

Nesse ponto, a AGETRAN – na pessoal do Ruddel Trindade – tem agido de forma ÉTICA e estritamente LEGAL: todos os radares instalados são precedidos de prévio estudo de viabilidade e necessidade, de campanha de conscientização (com presença de agentes de trânsito, afixagem de faixas informativas, etc), sinalização vertical (placas) e horizontal (pinturas no asfalto e “tartarugas” reflexivas) ANTES DE COMEÇAR A MULTAREM.

terça-feira, 12 de abril de 2011

A nada-bela face da morte

ATENÇÃO: Este artigo é de opinião, com conjecturas e interrogações elaboradas com base nas notícias veiculadas por outros sites.

Era uma vez uma linda garota que sonhava em ser modelo. Com 14 anos, embarca para Portugal em busca de seu sonho. Três anos depois, um desfecho trágico: aos 17 anos, morre ao cair da janela de seu apartamento. Suicídio ou Assassinato?

A história acima relatada poderia ser o resumo de um thriller policial. Mas não é ficção. Aconteceu na vida real: a modelo em questão trata-se da brasileira Jeniffer Viturino, 17 anos.

Para tentar entender, temos que juntar alguns fragmentos desse quebra-cabeças.

Segundo a VEJA:

O corpo da modelo, que morreu após cair do 15º andar do prédio do namorado, Miguel Alves da Silva, foi liberado pelo Instituto de Medicina Legal de Lisboa (IML), depois passar por uma autópsia na segunda-feira.

Primeiro ponto que me despertou atenção: a modelo de apenas 17 anos, que morreu após cair do 15º andar de um prédio em Lisboa? Mórbida coincidência com o caso Cybelle Dorsa?

Segundo ponto: quem seria esse namorado da adolescente menor-de-idade brasileira?

Essa pergunta é respondida por outra reportagem. Segundo a FOLHA:

O empresário português Miguel Alves da Silva, 31, namorado da modelo brasileira que morreu ao cair do 15º andar de um prédio de luxo em Lisboa, na sexta passada (8), disse na segunda-feira (11) à Folha que está muito abalado e não quis esclarecer o que houve na noite em que a jovem morreu.

Agora a história começa a ganhar “contornos sombrios”: como assim, uma menina de 17 anos estava em terras estrangeiras acompanhada de um senhor de 31 anos de idade?

Isso me leva ao terceiro ponto: como essa menina chegou lá? A resposta está na mesma matéria da FOLHA:

Jeniffer começou a carreira de modelo assim que se mudou para Portugal, aos 14 anos, e fazia atualmente um curso técnico preparatório para engenharia.

De acordo com a mãe dela, seu último desfile foi na quarta-feira (6), para a marca Gardenia. Ela já foi capa de revista e venceu o concurso de Miss Póvoa em 2009 --num povoado próximo a Lisboa.

Portanto, é de se questionar: como essa garota chegou em Lisboa, com 14 anos, para morar e começar a “carreira de modelo”? Esta pergunta, permanece SEM RESPOSTA.

Sem resposta, porém, não fica outra pergunta: quando, como e porque essa MENINA começou a se relacionar com esse ADULTO?

Segundo o TERRA:

Ainda de acordo com o Correio da Manhã, Jeniffer e Miguel se conheceram em 2009 numa boate. Ele atualmente é sócio de uma importante empresa - fundada pelo pai, já falecido -, cujos rendimentos lhe permitem levar uma vida de luxo.

Quarto ponto: fazendo-se uma rápida conta, chegamos à seguinte conclusão: quando começaram a “namorar”, Jeniffer tinha 15 anos (2011-2009 = 2 anos –> 17-2=15) e Miguel tinha 29 (31-2=29).

Porém, permanece incógnita a pergunta: como e porque essa MENINA começou a se relacionar com esse ADULTO? Segundo a PRÓPRIA MÃE, para o Terra:

A mãe da modelo brasileira Jeniffer Viturino, 17 anos, não acredita que a filha tenha se suicidado. Solange Viturino disse ao jornal português Correio da Manhã que quando a viu pela última vez ela estava feliz e com planos de trabalhos em Nova York e Milão. Porém, reconheceu que houve casos de violência em sua relação com o namorado Miguel Alves da Silva, 31 anos. A modelo foi encontrada morta na sexta-feira junto à Torre de São Rafael, em Lisboa.

"Eu já li o bilhete de despedida que ela teria escrito e não reconheço a minha filha na carta", disse. "A letra me pareceu dela, mas a carta está escrita com muito nervosismo", explicou. A carta está agora na seção de homicídios da Polícia Judiciária de Lisboa, o equivalente à Polícia Civil brasileira. Jeniffer dizia "estar farta da situação de violência" e que se "sentia culpada pelo fim do relacionamento" com Miguel, dono do apartamento de onde a jovem teria se atirado. Segundo Solange, a modelo lhe contou que Miguel já havia a espancado num acesso de ciúmes. Mas, de acordo com a mãe, ela estava apaixonada e continuava a procurá-lo.

Agora, parece-me que estamos chegando à respostas: provavelmente (repito: não consegui levantar a informação) a modelo morava com sua mãe em Lisboa. A esse respeito, matéria da FOLHA explica:

Segundo Johnatan Viturino, 19, irmão da modelo, com quem morava em Lisboa, Jeniffer estava feliz com a carreira recentemente e, até a véspera de sua morte, não demonstrou qualquer sintoma de depressão.

"No domingo retrasado ficamos juntos em casa, conversando, rindo. Na quinta-feira [véspera da morte], ela foi jantar com o namorado. Antes de jantar, ela estava normal e aparentemente feliz", disse.

Para Andréia Aparecida Mauricio, 30, que morou com Jeniffer e a mãe dela quando a jovem chegou em Portugal, a modelo estava em momento de ascensão na carreira, o que causa estranheza na família que ela tenha se matado

E pelas palavras da mãe, irmão e “amiga”, provavelmente, todos SABIAM, PERMITIAM, ACEITAVAM e CONSENTIA com o relacionamento de uma ADOLESCENTE MENOR-DE-IDADE com um HOMEM de 31 anos.

Longe de mim, falar com hipocrisia: de fato, o amor pode existir entre duas pessoas, apesar da diferença tão grande de idade. Porém, não posso descartar a ideia absurda de “tanta gente” CONCORDAR com um namoro “SABIDAMENTE contubardo”.

Quem tem mais maturidade nessa relação? Um homem de 31 anos, RICO e com estilo de vida “PLAYBOY”? Ou uma ADOLESCENTE de 17 anos, que facilmente ficaria INEBRIADA com um mundo de luxo, riqueza e deslumbramento?

Mas, ainda falta saber: e o pai? Onde ele estaria? Ele sabia disso? Concordava? Ou não?  Segundo pode-se inferir da reportagem da VEJA:

O pai da modelo brasileira Jeniffer Corneau, Girley Viturino, deve embarcar nesta terça-feira para Portugal para acompanhar o andamento das investigações sobre a morte da adolescente, de 17 anos.

E ainda, segundo reportagem da FOLHA:

O pai, Girley Viturino Silva, chegará a Portugal amanhã. Ele disse que também não acredita que a filha tenha se suicidado.

Portanto, num primeiro momento, parece que o PAI não tinha conhecimento sobre esse relacionamento. O mesmo, NÃO PODEMOS dizer da mãe, que para a VEJA declarou:

A última vez que a mãe Solange Corneu viu a filha foi na quinta-feira passada. Ela jantou com o casal e, logo após, Miguel e Jeniffer foram para o apartamento dele.

Segundo Solange, apesar das brigas constantes nos últimos dias, os dois estavam alegres e não mostravam qualquer anormalidade.
"Quando ele (Miguel) ligou pra Solange, ele disse que só estavam os dois no apartamento, ele no quarto e ela na sala, quando aconteceu (a queda).

Ou seja: ao que tudo indica, D. Solange (a mãe) JANTOU COM O CASAL (ou seja, consentia, aceitava e permitia o relacionamento – apesar de todo o histórico de violência que ela mesma relata). E permitiu que sua filha FOSSE DORMIR NO APARTAMENTO DELE desde a 5ª feira (ou seja: permitiu que ela se ausentasse exatos 05 DIAS de sua casa).

Quinto ponto: o que ACONTECEU nesses CINCO DIAS em que a ADOLESCENTE MENOR-DE-IDADE ficou SOZINHA no apartamento de seu “NAMORADO” de 31 anos?

Uma provável resposta para essa pergunta, está nas dicas que o TERRA traz:

Ele atualmente é sócio de uma importante empresa - fundada pelo pai, já falecido -, cujos rendimentos lhe permitem levar uma vida de luxo. Sua fama de mulherengo também é conhecida.

Frequentador de "festas em clubes privados", o empresário sempre foi visto na companhia de mulheres bonitas.

Apesar de Jeniffer considerar-se sua namorada e dormir constantemente em sua casa, oficialmente Miguel namorava a também modelo Mikaela Castro

Ou seja: então, de fato, ele não era “namorado” (explicado, portanto, o uso de “aspas” ao longo deste texto). Explicado ainda que a MENOR DORMIA CONSTANTEMENTE em sua casa.

Explicado ainda que, OFICIALMENTE, o senhor namorava OUTRA MODELO, chamada Mikaela Castro (segundo pesquisas no Google, uma modelo com um respeitável currículo de ensaios sensuais).

E levantada a suspeita de “festas em clubes privados”. O que seria isso? A reportagem não afirmou (por absoluta responsabilidade jurídica). E CABE A POLÍCIA ESCLARECER SE ESSA MENOR/ADOLESCENTE PARTICIPAVA DE TAIS “FESTAS”.

De fato, somente as investigações poderão levar à conclusão sobre a natureza da morte da modelo – se foi crime de assassinato ou suicídio. Porém, cabe desde já investigar OUTROS EVENTUAIS FATOS CONTROVERSOS:

- Essa garota saiu do Brasil para Portugal por intermedio de quem?
- Seria caso de “tráfico de pessoa” para abastecer eventual “mercado” de “acompanhantes de luxo” (Escort Models) em Portugal?
- Se realmente isso aconteceu, QUEM aliciou? QUEM sabia? QUEM evetualmente LUCROU com isso?

Posso estar enganado… mas diante de tantos “SE”, “QUEM”, “POR QUE” e “COMO”, não há como descartar QUALQUER hipótese…

Lembrando que, ali perto, na Itália, o premier Silvio Berlusconni está respondendo formalmente na Justiça, a uma acusação de “corrupção de menores” e “favorecimento à prostituição”.

Essa morte talvez seja a “ponta do iceberg” de um esquema lucrativo e criminoso com ramificações em toda a Europa, envolvendo personalidades políticas, esportivas e do mundo de negócios.

Só nos resta aguardar as investigações…

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Massacre em Realengo (RJ)

mzn3Michael Moore, cineasta norte-americano, chocou o mundo em 2002 com um documentário contundente e estarrecedor: Bowling for Columbine (Tiros em Columbine). Independentemente das críticas favoráveis ou contrárias – críticos acusam-no de ter “manipulado os fatos” na edição – um fato é inegável: a cultura da violência está arraigada na sociedade norte-americana.

O problema – que seria, a princípio, apenas dos norte-americanos – se torna uma preocupação mundial, diante da constatação de que os Estados Unidos influenciam o comportamento em boa parte do mundo, através da sua indústria de mass media.

A violência – em filmes, músicas ou séries de TV – quase sempre aparece de forma glamourizada. Não é de se admirar que, a tragédia norte-americana, se repita em outras partes do mundo. A reflexão que faço é: demorou para acontecer!

Há que se pensar no “simbolismo” desse episódio: o fato de ter acontecido na cidade do Rio de Janeiro (RJ), terá sido mera coincidência? Ou o “agressor” foi vítima da violência urbana, até pouco, instalada de forma caótica no cotidiano do povo carioca? Teria sido ele treinado por milicianos ou traficantes? Ou será que, após a resposta enérgica (e tardia) do Poder Público ao Poder Paralelo, ele era um dos vários “bandidos desempregados”, que ficaram vagando por aí?

As informações que se tem sobre ele ainda são inconclusivas: a SSP/RJ limita-se a dizer que ele tinha 23 anos, estudou na mesma escola que foi palco do massacre, não possuía antecedentes criminais, era filho adotivo de uma mãe solteira, que recentemente morreu.

Acho prematuro classificarem esse episódio como "um acontecimento isolado”. Em se tratando de Rio de Janeiro, nada pode ser analisado de forma estanque, como se fosse um fato inesperado e deslocado da realidade.

Torço sinceramente para que as autoridades estejam corretas – e que esse assassino suicida seja realmente uma vítima de bullying, que chegou ao extremo, em busca de redenção pessoal.

Mas à julgar pelo modus operandi, alguns detalhes me chamam atenção; e por isso, suscitam-me dúvidas:

Fato: Ele utilizou 02 revólveres, calibre 38, com tambor para 6 munições; como ele conseguiu recarregar as armas tantas vezes, para conseguir atirar em quase 30 pessoas?

Ponderações: Óbvio que ele possuía treinamento em manuseio de armamento; evidente que ele teve acesso à arma de fogo; ele manteve sangue frio, no meio dos acontecimentos, para “pausar e recarregar” as armas; ele obteve alto grau de precisão nos tiros, acertando CABEÇA e TORAX;

Teses: Esse rapaz foi “soldado do crime”; o que revela que pode haver outros como ele por aí! Nesse contexto, seria esse ato realmente um “ato insano” ou um atentado suicida, nos moldes que Al Kaeda, ETA e outros grupos terroristas aplicam no treinamento de seus “soldados”? Há uma ligação entre esses grupos? Soldados dos crimes têm sido/foram treinados por terroristas? Há células terroristas no Brasil, visando os eventos como a Copa em 2014 e Olímpiadas em 2016?

Fato: Ele ingressou em uma escola, portando arma de fogos.

Ponderações: Óbvio que esse não é um fato isolado; o problema de alunos armados, ingressando livremente em escolas, demonstra que algo precisa ser feito; o fato de uma pessoa ESTRANHA ÀS ATIVIDADES ESCOLARES ter ingressado com tamanha facilidade demonstra evidente falha no controle de acesso às instalações escolares.

Teses: Ano passado, em uma escola particular de Embu (SP), um aluno morreu, vítima de disparo “acidental” de arma de fogo, de outro colega de sala. Só virou notícia, pelo fato de envolverem CRIANÇAS DE 10 ANOS e ter ocorrido em UMA ESCOLA ADVENTISTA (particular). Não obstante, há centenas de relatos de “tiros”, “tentativas de homicídio”, “execuções” e “ameaças” com arma-de-fogo, em escolas públicas e universidades. Há uma preocupação real… o que fazer? Instalar detectores de metais? Criar uma “polícia escolar” em cada escola? Reduzir a idade penal para 16 anos?

Este post foi escrito hoje, dia 07/04/2011, às 14:40 – e deixo registrado minhas impressões sobre esse fato, para saber se eu tinha (ou não) razão em relação aos questionamento e teses apontados.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Coisa de Deus?

mzn6 Segundo o colunista GibaUm, esta semana começa com uma notícia que "pegou todos de calça na mão" no mercado pornográfico: a produtora de conteúdo adulto "Brasileirinhas" anunciou que vai encerrar suas atividades.

Todo o acervo da produtora -- inclui mais de 2.000 títulos, alguns estrelados por estrelas como Gretchen, Rita Cadilac, Vivi Fernandes, Alexandre Frota, Kid Bengala -- foi incorporado pela Sex Hot produtora.

Ao contrário do que muita gente possa imaginar, os motivos que levaram ao "fim do Império Pornô" não são econômicos: é coisa de Deus!

Pelo menos, foi isso que GibaUm afirmou: a família do propretário - que recentemente sofreu violento assalto -- interpretou isso como "aviso de Deus" e decidiram encerrar as atividades da produtora.

Quanto ao canal de TV a cabo de mesmo nome, será retirado do ar, ao término do contrato.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

E o Mato Grosso do Sul…?

mzn5 

65% do Pantanal encontra-se em território sul-matogrossense. Bonito – ao contrário do que a novela Insensato Coração tenha dito – fica em Mato Grosso  DO SUL.

O Forte Coimbra, em Corumbá (MS), foi palco da Guerra do Paraguai. Miranda foi tomada pelos paraguaios. Guia Lopes foi um estancieiro sul-matogrossense que ajudou as tropas brasileiras enfrentarem as matas de Jardim, na Retirada da Laguna.

Ainda, sobre Corumbá, a 14ª agência do Banco do Brasil foi aberta naquela Cidade há mais de cem anos, quando o seu Porto era um dos mais movimentados D-O-M-U-N-D-O. 

Sobre a cultura, daqui saíram nomes como Aracy Balabanian, Glauce Rocha, Sterphan Necerssian, Sydney Sampaio (na dramaturgia); Almir Sater, Tetê Espíndola, Bando do Velho Jack, Vaticano 69 (na MPB e Rock); Luan Santana, João Bosco & Vinicius, Maria Cecília & Rodolfo, Tradição e Michél Teló (no Sertanejo).

Portanto, Mato Grosso do Sul teria INUMERAS oportunidades de exposição na MÍDIA NACIONAL, diante da gama de representantes das mais diversas magnitudes.

MAS POR QUE, CARGAS D’ÁGUA, O MATO GROSSO DO SUL SÓ APARECE EM REDE NACIONAL RELACIONADO À FATOS OU ACONTECIMENTOS “QUE ARRANHAM SUA IMAGEM”?

Tráfico de Drogas? Aqui tem… Prostituição Infantil? Aqui também tem! Trabalho Escravo? Ah… aqui tem também. Cidades Alagadas? Uia… é o que mais tem!!!!

Duplas universitárias? Opa… “é nois que teim”!!!  Deputado Federal que hostiliza uma reporter feminina do CQC? É daqui também…

Então, qual o motivo deste texto indignado??? Hoje, o Top5 do CQC, teve em seu 1º lugar uma cena INSÓLITA, INDIGESTA e TÉTRICA: no programa “O povo na TV”, apresentado pelo ex-prefeito de Aquidauana (MS), Raul Freixes, um senhor participa de uma “gincana” – valendo o prêmio de R$150,oo – no qual deveria beber 02 litros de tubaína em 1 minuto.

Se não bastasse tal desperdício de tempo – de certa forma, desrespeito ao espectador – e o uso “discutível” de um meio de comunicação, que em TESE, deveria INFORMAR, COMUNICAR, EDUCAR e CONTRIBUIR com a transformação da sociedade sul-matogrossense…

… ao final, o Senhor VOMITA… AO VIVO… EM TEMPO REAL… EM PLENO HORÁRIO DE ALMOÇO… diante de (milhares? centenas? dezenas?) de espectadores (provavelmente, atônitos, enojados, nauseados) que almoçavam em seus lares ou restaurantes?

Quando é que toda a Classe Artística, os Empresários e os Poderes Públicos vão por suas diferenças de lado, para se darem as mãos, e lançarem um PROJETO DECENTE de PROMOÇÃO DA IMAGEM DE NOSSO ESTADO em rede nacional?

Não preciso dizer que já desisti de corrigir jornalistas ou pessoas comuns, que acham que Campo Grande fica em Mato Grosso do Norte… e que aqui “é tudo a mesma coisa”.

Porém, se a Bahia, o Ceará, Pernambuco, Goiás, Rio de Janeiro e até São Paulo já investiram, POR QUE NÓS AINDA NÃO IMPLEMENTAMOS um projeto de MARKETING para CONSOLIDAR a IDENTIDADE ESTADUAL de Mato Grosso do Sul???

Já perdemos a Copa para a Cuiabá… o sertanejo universitário para Ribeirão Preto e Maringá (ok… esta perda é discutível!)… o que mais teremos que perder para iniciar uma reviravolta nesse cenário???

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Facebook estreia nova funcionalidade mirando mercado brasileiro



Novidades à vista no Facebook: um filtro anti-spam que servirá para moderar aqueles "posts" indesejados, que seus amigos insistem em publicar. A ferramenta consiste num "filtro" baseado em keywords: o usuário define quais "palavras", "termos" ou "expressões" não deseja ver em seu Mural e o sistema se encarrega de bloquear, automaticamente a postagem de qualquer amigo que contenha tal keyword.



Para evitar constrangimento entre amigos, o usuário "bloqueado" não ficará sabendo de nada -- a exemplo do que já ocorre com o bloqueio de aplicativos.



Finalmente, quem não aguenta mais ver álbuns de fotos (e respectivos comentários) do tipo: "BBB 11 é mara", "Tudo junto e misturado", "minha nada mole vida", "amo muito tudo isso" -- e outras odes à boemia virtual, finalmente, vai poder "curtir" seu Facebook em paz!



Por enquanto, alguns poucos -- e privilegiados -- usuários do Facebook foram escolhidos para "testarem" essa nova funcionalidade (inclusive, este que vos escreve).



Rumores dão conta que essa ferramenta foi uma demanda de usuários brasileiros, aparentemente, indignados com a quantidade de posts inúteis com assuntos recorrentes ao Pós-Carnaval e Final do Big Brohter Brasil.



Se isso se confirmar, vai ser a primeira vez que o Facebook implementa uma mudança visando exclusivamente o público brasileiro, numa tentativa clara de desbancar o Orkut (da Google) do lugar mais alto no ranking das redes sociais no Brasil. É esperar pra ver!!!

domingo, 27 de março de 2011

“Chora, me liga”: a música mais tocada em 2010

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Segundo o Escritório Central de Arrecadação (ECAD), em 2010, a canção mais executada foi “Chora, me liga”, composição de Euller Coelho.  Porém, o autor que mais faturou em direitos autorais foi Victor Chaves, da dupla sertaneja “Victor & Léo”.

Um detaque interessante no ranking divulgado por ÉPOCA: entre os 20 maiores compositores que mais receberam direitos autorais referentes à “espetáculos musicais”, Paul McCartney consta em 2º lugar.

O que causa surpresa é que, muito provalvemente, essa ótima posição do ex-Beatle no ranking deve-se às apresentações que fez no Brasil, no ano passado: foram apenas 03 (três) shows (1 em Porto Alegre; 2 em São Paulo, tendo sido um deles, televisionado pela Rede Globo, em Rede Nacional).

O ECAD, desde a edição da Lei 9.610/98, é alvo de duras críticas – da parte de artistas, autores, compositores; quanto de produtores e promotores de eventos – e investigado por uma CPI no Congresso Nacional.

O Ministério da Cultura (MinC), neste momento, conduz a discussão sobre alterações na Lei de Direitos Autorais. Entre as alterações propostas, está a de supervisão externa do ECAD, por um Conselho Nacional ligado ao Governo Federal.

Fonte: Revista ÉPOCA

BB lança cartão temático com personagens de animação

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“O tempo passa, o tempo vooa… e a Poupança Bamerindus continua numa boa!”. Se você tem mais de 25 anos, certamente se lembra desse jingle1, tocado incansavelmente pelo músico Caçulinha, no Domingão do Faustão, durante o quadro “Vídeocassetadas”.  O Bamerindus se foi… mas a música, permaneceu!

Há outros bancos – que igualmente nem existem mais – que marcaram época com bem sucedidas campanhas de marketing. Quem não se lembra do “Casal Unibanco”? Ou da canção “Na internet”, de Gilberto Gil, tema do lançamento do portal Itaú.com?

Outra dessas músiquinhas – que de tão irritantes, acabam grudando em nossas memórias feito chiclete no asfalto – é o tema da CAIXA2: “Vem pra Caixa você também… vem!”, que virou uma espécie de “hino”, de “marca institucional” do Banco Público que completa em 2011, cento e cinquenta anos de história.

Em 2008, outro Banco público completou 200 anos, porém, sem tamanho estardalhaço: trata-se do Banco do Brasil, fundado por Dom João VI, quando da mudança da Corte Portuguesa para o Rio de Janeiro, em 1808. Por que tamanha diferença?

Na verdade, cada Empresa possui sua “identidade institucional”, aquela que deseja construir, preservar ou modificar de acordo com seus  interesses comerciais e sociais.  No caso do Banco do Brasil, ao longo dos últimos 20 anos, essa imagem passou por diversas transformações – a exemplo do que ocorreu com a própria empresa.

Pouca gente se lembra, mas em 1992, quando a seleção brasileira de vôlei masculino subiu ao lugar mais alto do pódio, a marca do Banco do Brasil estava lá, estampada em milhares de camisetas que a “Torcida Azul e Amarela” usava ao fundo, sendo transmitida para centenas de países.

Sucesso de crítica e de público! O Banco do Brasil conseguiu estabelecer um forte ELO entre a “Medalha de Ouro” da Seleção de Vôlei, com seu portfólio de produtos oferecidos: Cheque OURO, Cartão de Crédito OUROCard, etc. E a parceria estratégica, continua até hoje, tendo sido expandida – com igual sucesso – para outras modalidades, como o Vôlei de Praia, Futebol de Salão e Tênis.

Portanto, inegável que o “Marketing Esportivo” impecável do Banco do Brasil é um case de sucesso, analisado, copiado e adaptado por outras grandes Empresas que desejam “entrar em campo” ou “em quadra”, “cair na água”, etc.

Porém, a guinada do BB para as classes mais populares – coincidentemente, durante o primeiro governo do presidente Lula – começou a criar a necessidade de se comunicar com esse “novo público”. E desde então, o BB têm feito incursões por novas modalidades de marketing – algumas sem sucesso, mas a maioria, com grande aceitação e reconhecimento.

Recentemente, durante a Campus Party 2011 – evento de tecnologia, que acontece diversas cidades do Mundo, inclusive, no Brasil – foi palco de uma ação de marketing “inusitada”: estabeleceu-se o Recorde Mundial de “Maior Número de Pessoas Vestidas com Roupão de Banho3”.

O Banco do Brasil, participou do evento, visando atingir de modo especial, o público universitário – a maioria dos participantes eram jovens de 18 a 25 anos. Como o evento tratava-se de um “acampamento indoor”, para usar os banheiros (para tomar banho), tiveram de esperar em longas filas.

Por óbvios motivos, o BB enxergou nessa “adversidade” uma ótima oportunidade de “visibilidade” da marca:  patrocinou a distribuição de  roupões-de-banho, estampados com seu logotipo e da marca “BB Conta Jovem Universitária”. Até aqui, a ação foi devidamente orquestrada pela empresa.

O que ninguém contava era com um flash mob espontâneo: um dos participantes teve a ideia de reunir todo mundo, vestido com o roupão, e espalhou convites pelas redes sociais. A partir daí, a coisa tomou proporções impensáveis e ganhou as páginas do Guiness.

Eis que, na semana da pré-estreia mundial do longa-metragem “RIO”4, do diretor de animações da Fox Films, Carlos Saldanha (dirigiu os sucessos “A era do gelo 2” e “A era do gelo 3”), o BB entrou no time de patrocinadores oficiais e lançou um cartão temático, com as personagens do filme.

Tal ação – cartões temáticos – já havia sido realizada durante a Copa da África, em 2010. Mas tenho motivos para acreditar que a aceitação do público, neste caso, será maior e espontânea: afinal, que foi feito por um Brasileiro e que conta com participações de atores e atrizes de hollywood (dublando as personagens), retrata as paisagens naturais exuberantes do Brasil (em especial, da cidade do Rio de Janeiro, que será sede das Olimpíadas de 2016), cujos protagonistas são ANIMAIS DA FAUNA brasileira.

Por isso, sem qualquer rasgação de seda, gostaria de registrar: esta foi uma tremenda tacada de mestre do marketing do Banco do Brasil.

Lembrando que, tudo isso é, de certa forma, continuidade da estratégia de marketing iniciada nas Olimpíadas de Barcelona (1992), que culminou com a 1ª medalha de Ouro do Brasil em esportes coletivos. Se a medalha de ouro deu “link” com o OUROCard… agora, o Ourocard RIO tem tudo para dar ELO com as Olímpiadas de 2016!

E olha, que nessa última frase, citei três ações estratégicas do BB para os próximos anos: lançamento da bandeira ELO5, em parceria com o Bradesco; fortalecimento de sua imagem no exterior; e realização de ações de marketing nos eventos esportivos brasileiros: Copa 2014 e Olimpíadas 2016… no RIO!

Glossário

1 - Jingle: canção publicitária, com letra e melodias de fácil assimilação, para se fixar determinada marca ou produto, no inconsciente coletivo de determinado público-alvo.

2 - Vem pra Caixa: o jingle é tão tradicionalmente ligado à imagem da instituição, que já foi alvo de citações indiretas em canções populares. Como no caso do cantor Falcão, na canção “Oportunidade Única” (letra e vídeo: Clique aqui para ver a letra e vídeo da música)

3 - Recorde na Campus Party 2011: o flash mob, divulgado no Blog Oficial do evento, atingiu seu objetivo(Leia em VEJA: Clique aqui para ler a matéria)

4 - RIO (2011): animação em longa-metragem, produzido pela FOX e dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha (Leia em VEJA: Clique aqui para ler a matéria)

5 - Cielo/ELO: com fim das exclusividade nas máquinas de cartões-de-crédito, Banco do Brasil e Bradesco transformam Visanet em CIELO e lançam bandeira própria(Matéria no JC: Clique aqui para ler a matéria)

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